20 de abr de 2011

JUVENTUDE: A TAL BUSCA PELA POPULARIDADE E FELICIDADE

Várias gerações cresceram ouvindo a expressão “SER POPULAR”. A nossa, em especial, vem lutando arduamente para conquistá-la a todo e qualquer custo. Para tanto, utilizam-se tanto de meios materiais quanto morais.

Quanto aos materiais, observamos que hoje, em pleno século XXI, vemos uma ampliação significativa dessa busca incessante fortalecida pelos avanços conquistados na atualidade.

Observando as gerações passadas, notaremos sem nenhuma sombra de dúvidas o quanto (1)avançamos... Hoje temos veículos mais velozes e equipados, roupas e acessórios que acompanham a tendência do momento, perfumes sempre mais exuberantes, dentre diversas outras coisas que têm como objetivo facilitar e melhorar a vida dos indivíduos e não tornarem-se objetos, muitas vezes inalcançáveis, de desejos.

E isso tudo porque alguém, muito genial, diga-se de passagem, descobriu que esses indivíduos buscam sempre o ter e, desde então, nossa vida tornou-se um corre-corre desenfreado para estarmos sempre um passo a frente do outros, para estarmos atualizados, para sermos e termos tudo que a tal popularidade, considerada necessária, exige, enfim, para estarmos na moda e seremos populares.

Na outra vertente, observamos indivíduos que se utilizam de meios morais para serem popular. Através de piadas – na maioria das vezes de mau gosto e de humor negro – conquistam multidões de amigos. Outros se escondem atrás de máscaras de “bons-moços” para que as pessoas simpatizem. Têm ainda aqueles que se utilizam da beleza para conquistar um espaço no mundo. Há ainda os que vão aonde todos vão, sem o mínimo de opinião. Enfim, indivíduos que acabam por esquecer quem realmente são, o que querem e o que esperam de si e do mundo, simplesmente porque adotarem papéis diante da sociedade.

E, na base de tudo, está a nossa tecnologia, o poder da mídia e a influência da telecomunicação, em especial a internet e as redes sociais. Todos avançam sem cessar. Vemos que a cada segundo há novas descobertas, novas conquistas, novas invenções... novidades, novidades, novidades. E tudo isso para suprir as nossas necessidades, ou melhor dizendo, suprir as necessidades dos objetivos que colocamos para alcançar a popularidade. E, obviamente, para termos um modelo a seguir.

Diante disso, paremos um segundo para analisar o que dissemos: qual seria, então, nossa real necessidade que nos levará à felicidade? Estamos dizendo daquela necessidade definida pelo Dicionário Aurélio como “aquilo que é inevitável, fatal”... E quantas vezes paramos para pensar nesta questão e voltarmos o olhar para nossas vidas analisando o que estamos realmente fazendo com ela... E daí surge a questão: O QUE EU REALMENTE PRECISO PARA SER FELIZ?

Para um determinado indivíduo é preciso um carro do ano para que ele seja a pessoa mais feliz do mundo. Para outro, é necessário possuir aquele celular de última tecnologia, que por ventura ninguém ainda possui. Já outro precisa estar com o corpo idêntico ao da revista. Tem também aqueles que não conseguem se sentir felizes enquanto não serem iguais tal personalidade da TV. E assim desenrola a nossa lista dos desejos em busca da popularidade e da suposta (2)felicidade, vinculada aos que temos e vemos externamente.

Mas, só tem um pequeno detalhe que talvez passe despercebido pela maioria: cedo ou tarde estas conquistas irão ficar ultrapassadas e logo não iremos mais chamar tanto a atenção com elas. E então, o que faremos a seguir? A resposta é simples: almejar, idealizar, sonhar, iludir-se e, enfim, lutar por novos desejos. Obviamente que isso fará de nós seres que vivem numa incessante batalha – contra nós mesmos - e satisfação de nossos desejos, engrandecendo, através disso, o nosso ego.

E o que será de nós se não nos destacarmos? Seremos infeliz?! Exatamente! Pois entraremos numa onda de(3)sofrimentos, crises depressivas, vícios, violências, homicídios, suicídios, enfim, todos os tipos de desvios de conduta. E isso tudo em nome da suposta popularidade. Isso porque os indivíduos almejam o Ter, descartando o Ser. Isso porque os indivíduos não medem esforços, não refletem em si e no mundo, não param para raciocinar...

E aí nós, no nosso pequenino mundinho de orgulho e egoísmo, podemos pensar: “Mas são jovens! Eles precisam sair, se divertir, curtir os momentos da idade, aproveitar a vida antes que a responsabilidade chegue...”. E é exatamente aí que nos enganamos, pois aproveitar a vida não significa necessariamente se auto destruir. Também não significa carregar máscaras. Menos ainda significa viver num mundo de festas e agitos e em ambiente de conveniência.

Para aproveitar a vida precisamos, antes de mais nada, termos consciência das nossas atitudes. Precisamos refletir se estas atitudes estão fazendo bem ao nosso espírito e ao nosso corpo. Refletir se foi isso que o Mestre Jesus nos ensinou e nos pediu que fizéssemos a nós e aos nossos irmãos.

Então, não temos mais tempo a perder... Podemos até ser jovens em idade carnal, mas não podemos nos esquecer que somos espíritos de longa data que buscam, através das reencarnações, evoluir sempre. E sempre há tempo para isso! Sempre há tempo de nos transformar, nos modificar, buscar novos caminhos e ideais. Podemos, inclusive, aprender a valorizar mais a vida, especialmente a nossa e a do próximo. Isso nos coloca mais próximo da real felicidade, que definitivamente não está nas conquistas materiais e nos disfarces morais.

Assim, o que afirmamos é que a conquista da real felicidade esta justamente em ver as oportunidades a nossa volta e interagir com elas, (4)seja doando um sorriso ou um abraço; seja tirando alguns minutinhos do dia para ouvir um idoso que, possivelmente, passa o dia todo na companhia de seus próprios pensamentos; seja doando um alimento ou um agasalho para um desabrigado; seja elogiando um irmão.

E nessa nova lista, que poderá ser substituída pela citada no início do texto, podemos acrescentar: observemos mais a natureza e aprendamos com ela; vivamos mais intensamente os nossos próprios sentimentos; busquemos fazer coisas que realmente gostamos e que satisfaçam o nosso espírito; procuremos estudar mais, ler mais, aprender mais; realizemos sonhos antigos e esquecidos pelas ilusões materiais; façamos o queremos fazer, com responsabilidade e consciência. Vamos participar! Vamos estar mais presentes vivenciando e sentindo tudo o que realmente é importante.

Para tanto, recordemos o evangelho de Jesus quando nos diz: (5)“O reino de Deus esta dentro de cada um de Nós”. Por que, então, insistir em transformar este reino em perturbações, aflições, angústias, ilusões?

Concluímos, portanto, que o caminho para a real felicidade é o amor e a caridade em ação! Já dizia Jesus: (6)"amai ao próximo como a si mesmo”, mas, para que se aprenda a amar o próximo, temos que antes de tudo aprender a amarmos a nós mesmos e a colocarmos isso em ação. Para amar o próximo, precisos aprender a compartilhar, a confiar, a estarmos aberto a vida, a doar e a receber.

Enfim, precisamos uns dos outros num infinito processo de plantar e colher. Precisamos de (7)alguém que chega para dar uma mão amiga e um abraço carinhoso nas horas mais difíceis. Alguém que enxuga nossas lágrimas nos momentos mais tristes, e nos mais felizes também. Alguém que nos escuta e nos compreende com o coração e com a alma. Alguém que nós podemos contar sempre, seja a hora que for e o motivo que for. E esse alguém pode estar num simples vizinho, pode ser um amigo/amiga, pode ser um namorado, pode ser um primo ou um tio, pode ser um professor, pode ser um colega de caminhada... Pode ser qualquer um com boas intenções e amor no coração. Um amor próximo do que o Pai sente por nós, um amor puro e verdadeiro, um amor de irmão, um amor regado de compaixão, humildade e simplicidade...

Vamos começar a plantar hoje aquilo que desejamos para o amanhã. Chega de ficarmos nos iludindo com um mundo de ilusões e ficarmos sentados esperando que tudo aconteça a nossa volta para que alcancemos nossa felicidade. A Vida é Ritmo!

E já que todos podemos nos colocar nesse processo evolutivo... O QUE REALMENTE PRECISAMOS PARA SERMOS FELIZES? Popularidade, modelos, papéis, disfarces? Ou simplesmente precisamos aprender o verdadeiro e real sentido da palavra AMOR?


José Antonio da Cruz
Viviane Vasques
Catanduva-SP - 06/04/2011



Referências:
(1) L.E – Cap. VIII - Da lei do progresso
(2) E.S.E – Cap. V – Item 20
(2) E.S.E – Cap. XXVII – Item 23
(3) E.S.E – Cap. V – Item 23
(4) E.S.E – Cap. XIII – Item 10
(5) Evangelho de Lucas Cap. 17: v.21
(6) E.S.E – Cap. XI
(6) Evangelho de Mateus Cap. 22: v.39
(7) E.S.E – Cap. XI – Item 8
(7) Blog: O Poder das Palavras por Viviane Vasques, disponível em: http://vivivasques.blogspot.com/2010/10/foi-deus-quem-fez-voce-amelinha.html

10 de abr de 2011

TRAGÉDIA DO RIO DE JANEIRO: O AMOR E O PERDÃO BATEM À NOSSA PORTA



Dia 07 de Abril, por volta das 08:00, um jovem de 23 anos invade uma escola atirando. Um acontecimento que abala a todos e que coloca, mais uma vez, o nosso país para refletir... Não pretendo me estender nesse texto, mas de forma alguma deixaria passar a oportunidade de escrever sobre este acontecimento e a minha visão de tal fato.

Gostaria de começar ressaltando algumas passagens da Bíblia:

“Os Fariseus, ‘tendo sabido que ele tinha feito calar a boca aos Saduceus, reuniram-se; e um deles, que era doutor da Lei, veio lhe fazer esta pergunta para o tentar: Mestre, qual é o maior mandamento da lei? Jesus lhe respondeu: amareis o Senhor vosso Deus de todo o vosso coração, de toda a vossa alma e de todo o vosso espírito; é o maior e o primeiro mandamento. E eis o segundo, que é semelhante àquele: amareis vosso próximo como a vós mesmo. Toda a lei e os profetas estão contidos nesses dois mandamentos”. (São Mateus, Cap. XXII, v.34 a 40).

“Fazei aos homens tudo o que quereis que eles vos façam; porque é a lei e os profetas”. (São Mateus, Cap. VII, v.12)

“Tratai todos os homens da mesma forma que quereríeis que eles vos tratassem”. (São Lucas, Cap. VI, v.31)

“Se perdoardes aos homens as faltas que eles fazem contra vós, vosso Pai celestial vos perdoará também vossos pecados, mas se não perdoardes aos homens quando eles vos ofendem, vosso Pai, também, não vos perdoará os pecados”. (São Mateus, Cap. VI, v.14, 15)

“Se, pois, quando apresentardes vossa oferenda ao altar, vós que vos lembrardes que o vosso irmão tem alguma coisa contra vós, deixai a vossa dádiva aí ao pé do altar, e ide antes reconciliar-se com o vosso irmão, e depois voltai para oferecer vossa dádiva”. (São Mateus, Cap. V, v. 23, 24)

“Não julgueis, a fim de que não sejais julgados; porque vós sereis julgados segundo houverdes julgado os outros; e se servirá para convosco da mesma medida da qual vos servistes para com eles”. (São Mateus, Cap. VII, v. 1, 2)

Não estou aqui para pregar! Mas sim para recordamos os ensinamentos de Jesus... E como é difícil lermos isso e presenciarmos a revolta do povo brasileiro com este jovem. Como dói saber que um país considerado Cristão ainda não conseguiu aprender os mandamentos de Cristo. E não estou falando de religião, estou falando de Cristo!

Julgamos este irmão de uma forma tão cruel, odiosa, intolerante. O julgamos como se fossemos Deus e fossemos todos desprovidos de pecados. Agora somos anjos! E pior, damos a sentença final: que queime no fogo do inferno! Peço desculpas pela frase, mas no momento é de ideal colocação.

Como somos egoístas e mesquinhos, não?! Será que julgamos nossas faltas e nossos erros com tamanha monstruosidade? Será que somos capazes de olharmos para dentro de nós e apontar nossos defeitos, assim como apontamos o desse jovem e tantas outras pessoas que perdem a consciência de seus atos? Será que nos condenaríamos na mesma medida que condenamos os nossos irmãos?

E aí podemos dizer: “Ahhh, mas eu não matei ninguém! Eu não tirei vidas!”. Será mesmo que não? Será que toda a energia negativa que emana do nosso peito e da nossa mente, não é capaz de ferir um irmão? Isso sem nos remetermos a vidas passadas... E por que nos achamos melhor que este jovem? Quem somos nós para apontar o dedo para ele e dizer: você errou! Será que nós nunca erramos para estarmos num estado de compreensão um pouco melhor?

Sabe queridos amigos, eu me sinto extremamente revoltada com essa situação. NINGUÉM É PERFEITO! Não concordo com o que este jovem fez, mas concordo menos ainda com que o povo brasileiro vem fazendo.... Não nos consideramos em grau de compreensão melhor do que o dele? Então por que temos atitudes bem parecidas com a dele? E engraçado, se este jovem vosse nosso irmão, nosso filho, nosso pai, não o julgaríamos com tamanho rigor né?! Não o condenaríamos com tamanha força!

Amar nosso próximo não é uma atitude muito fácil, pois no primeiro deslize, por mais simples que seja, nós já o condenamos. Imagina, então, amar um ser que, em algum momento da vida e por motivos de diversas ordens, se afastou de Deus e cometeu atos impensados. Perdoá-lo, então, mais difícil ainda.

E ainda temos a cara de pau de olhar para nosso Pai, quando cometemos um erro, e dizer: me perdoe Pai! Como temos coragem de tal atitude, se na atitude anterior você condenou o seu irmão – filho Dele – e não foi capaz de perdoá-lo, assim como tem pedido ao Pai?

Este jovem não precisa de nossas opiniões – maldosas, diga-se de passagem - para continuar o seu caminho. Ele não precisa de pensamentos de ódio direcionados a ele. Ele também não precisa que nós, seres imperfeitos e falíveis, o julguemos e o condenemos. Acredite, ele colherá, por si só, o que plantou... essa é a lei da vida. E Deus, nosso Pai maior, o todo Poderoso, o Perfeito, é quem deve dizer qual será seu caminho...

Como eu disse acima, a lei de semeadura e colheita é para todos. Vamos, então, começar a plantar mais amor, paz, esperança, fé, união, compaixão, caridade, solidariedade. Precisamos nos unir em um único ideal: que é o amor! O amor que salva, o amor que constrói, o amor que edifica. Todos os envolvidos precisam disso! Esta é uma corrente... são elos que se ligam e se complementam.

Deixo aqui, nestas humildes palavras, meus sinceros sentimentos a todas as vítimas desse acontecimento. Que estas almas que se foram possam encontrar a luz do nosso Mestre Jesus e continuarem seus caminhos em paz. Que estas famílias possam ser amparas por Ele e que tenham força para continuarem sem seus parentes queridos. Que todos os indivíduos – professores, funcionários, alunos – consigam retomar a fé em Deus e nos homens, unindo-se e fortalecendo-se.

E em especial deixo aqui minha mensagem para esta alma tão necessitada: eu não sei quem você é e muito menos o que te levou a cometer tal fato. Eu não conheço o seu passado e nem a sua história. Nem ao menos sei como é o seu rosto. E sei menos ainda se eu, na minha infinita pequenez, seria capaz de suportar o que você suportou. Nesse momento tão difícil, desejo a você meu irmão muita luz. Que todos os sentimentos de amor e perdão possam chegar até você. Que mesmo tendo cometido uma falta grave contra seu próximo, Deus possa ampará-lo. Que Ele possa, também, buscá-lo do lugar frio e sombrio em que você se colocou. Que Deus possa um dia voltar a habitar seu coração. Que a máxima de Cristo também seja a sua. Que o ódio, a vingança e o rancor deixem um dia de existir no seu coração. Que você, onde quer que esteja, possa reconciliar-se com seus irmãos. Muita paz, muita luz, muito amor, muitas energias positivas a você meu querido irmão...

Se para você leitor for inconcebível o que eu disse, talvez você ainda não tenha vivido nada parecido e talvez ainda não tenha sentido a dor do que é ser julgado e condenado por seres tão imperfeitos. E mais, talvez ainda não tenha Deus em seu coração...

Muita luz à todos!