20 de abr. de 2011

JUVENTUDE: A TAL BUSCA PELA POPULARIDADE E FELICIDADE

Várias gerações cresceram ouvindo a expressão “SER POPULAR”. A nossa, em especial, vem lutando arduamente para conquistá-la a todo e qualquer custo. Para tanto, utilizam-se tanto de meios materiais quanto morais.

Quanto aos materiais, observamos que hoje, em pleno século XXI, vemos uma ampliação significativa dessa busca incessante fortalecida pelos avanços conquistados na atualidade.

Observando as gerações passadas, notaremos sem nenhuma sombra de dúvidas o quanto (1)avançamos... Hoje temos veículos mais velozes e equipados, roupas e acessórios que acompanham a tendência do momento, perfumes sempre mais exuberantes, dentre diversas outras coisas que têm como objetivo facilitar e melhorar a vida dos indivíduos e não tornarem-se objetos, muitas vezes inalcançáveis, de desejos.

E isso tudo porque alguém, muito genial, diga-se de passagem, descobriu que esses indivíduos buscam sempre o ter e, desde então, nossa vida tornou-se um corre-corre desenfreado para estarmos sempre um passo a frente do outros, para estarmos atualizados, para sermos e termos tudo que a tal popularidade, considerada necessária, exige, enfim, para estarmos na moda e seremos populares.

Na outra vertente, observamos indivíduos que se utilizam de meios morais para serem popular. Através de piadas – na maioria das vezes de mau gosto e de humor negro – conquistam multidões de amigos. Outros se escondem atrás de máscaras de “bons-moços” para que as pessoas simpatizem. Têm ainda aqueles que se utilizam da beleza para conquistar um espaço no mundo. Há ainda os que vão aonde todos vão, sem o mínimo de opinião. Enfim, indivíduos que acabam por esquecer quem realmente são, o que querem e o que esperam de si e do mundo, simplesmente porque adotarem papéis diante da sociedade.

E, na base de tudo, está a nossa tecnologia, o poder da mídia e a influência da telecomunicação, em especial a internet e as redes sociais. Todos avançam sem cessar. Vemos que a cada segundo há novas descobertas, novas conquistas, novas invenções... novidades, novidades, novidades. E tudo isso para suprir as nossas necessidades, ou melhor dizendo, suprir as necessidades dos objetivos que colocamos para alcançar a popularidade. E, obviamente, para termos um modelo a seguir.

Diante disso, paremos um segundo para analisar o que dissemos: qual seria, então, nossa real necessidade que nos levará à felicidade? Estamos dizendo daquela necessidade definida pelo Dicionário Aurélio como “aquilo que é inevitável, fatal”... E quantas vezes paramos para pensar nesta questão e voltarmos o olhar para nossas vidas analisando o que estamos realmente fazendo com ela... E daí surge a questão: O QUE EU REALMENTE PRECISO PARA SER FELIZ?

Para um determinado indivíduo é preciso um carro do ano para que ele seja a pessoa mais feliz do mundo. Para outro, é necessário possuir aquele celular de última tecnologia, que por ventura ninguém ainda possui. Já outro precisa estar com o corpo idêntico ao da revista. Tem também aqueles que não conseguem se sentir felizes enquanto não serem iguais tal personalidade da TV. E assim desenrola a nossa lista dos desejos em busca da popularidade e da suposta (2)felicidade, vinculada aos que temos e vemos externamente.

Mas, só tem um pequeno detalhe que talvez passe despercebido pela maioria: cedo ou tarde estas conquistas irão ficar ultrapassadas e logo não iremos mais chamar tanto a atenção com elas. E então, o que faremos a seguir? A resposta é simples: almejar, idealizar, sonhar, iludir-se e, enfim, lutar por novos desejos. Obviamente que isso fará de nós seres que vivem numa incessante batalha – contra nós mesmos - e satisfação de nossos desejos, engrandecendo, através disso, o nosso ego.

E o que será de nós se não nos destacarmos? Seremos infeliz?! Exatamente! Pois entraremos numa onda de(3)sofrimentos, crises depressivas, vícios, violências, homicídios, suicídios, enfim, todos os tipos de desvios de conduta. E isso tudo em nome da suposta popularidade. Isso porque os indivíduos almejam o Ter, descartando o Ser. Isso porque os indivíduos não medem esforços, não refletem em si e no mundo, não param para raciocinar...

E aí nós, no nosso pequenino mundinho de orgulho e egoísmo, podemos pensar: “Mas são jovens! Eles precisam sair, se divertir, curtir os momentos da idade, aproveitar a vida antes que a responsabilidade chegue...”. E é exatamente aí que nos enganamos, pois aproveitar a vida não significa necessariamente se auto destruir. Também não significa carregar máscaras. Menos ainda significa viver num mundo de festas e agitos e em ambiente de conveniência.

Para aproveitar a vida precisamos, antes de mais nada, termos consciência das nossas atitudes. Precisamos refletir se estas atitudes estão fazendo bem ao nosso espírito e ao nosso corpo. Refletir se foi isso que o Mestre Jesus nos ensinou e nos pediu que fizéssemos a nós e aos nossos irmãos.

Então, não temos mais tempo a perder... Podemos até ser jovens em idade carnal, mas não podemos nos esquecer que somos espíritos de longa data que buscam, através das reencarnações, evoluir sempre. E sempre há tempo para isso! Sempre há tempo de nos transformar, nos modificar, buscar novos caminhos e ideais. Podemos, inclusive, aprender a valorizar mais a vida, especialmente a nossa e a do próximo. Isso nos coloca mais próximo da real felicidade, que definitivamente não está nas conquistas materiais e nos disfarces morais.

Assim, o que afirmamos é que a conquista da real felicidade esta justamente em ver as oportunidades a nossa volta e interagir com elas, (4)seja doando um sorriso ou um abraço; seja tirando alguns minutinhos do dia para ouvir um idoso que, possivelmente, passa o dia todo na companhia de seus próprios pensamentos; seja doando um alimento ou um agasalho para um desabrigado; seja elogiando um irmão.

E nessa nova lista, que poderá ser substituída pela citada no início do texto, podemos acrescentar: observemos mais a natureza e aprendamos com ela; vivamos mais intensamente os nossos próprios sentimentos; busquemos fazer coisas que realmente gostamos e que satisfaçam o nosso espírito; procuremos estudar mais, ler mais, aprender mais; realizemos sonhos antigos e esquecidos pelas ilusões materiais; façamos o queremos fazer, com responsabilidade e consciência. Vamos participar! Vamos estar mais presentes vivenciando e sentindo tudo o que realmente é importante.

Para tanto, recordemos o evangelho de Jesus quando nos diz: (5)“O reino de Deus esta dentro de cada um de Nós”. Por que, então, insistir em transformar este reino em perturbações, aflições, angústias, ilusões?

Concluímos, portanto, que o caminho para a real felicidade é o amor e a caridade em ação! Já dizia Jesus: (6)"amai ao próximo como a si mesmo”, mas, para que se aprenda a amar o próximo, temos que antes de tudo aprender a amarmos a nós mesmos e a colocarmos isso em ação. Para amar o próximo, precisos aprender a compartilhar, a confiar, a estarmos aberto a vida, a doar e a receber.

Enfim, precisamos uns dos outros num infinito processo de plantar e colher. Precisamos de (7)alguém que chega para dar uma mão amiga e um abraço carinhoso nas horas mais difíceis. Alguém que enxuga nossas lágrimas nos momentos mais tristes, e nos mais felizes também. Alguém que nos escuta e nos compreende com o coração e com a alma. Alguém que nós podemos contar sempre, seja a hora que for e o motivo que for. E esse alguém pode estar num simples vizinho, pode ser um amigo/amiga, pode ser um namorado, pode ser um primo ou um tio, pode ser um professor, pode ser um colega de caminhada... Pode ser qualquer um com boas intenções e amor no coração. Um amor próximo do que o Pai sente por nós, um amor puro e verdadeiro, um amor de irmão, um amor regado de compaixão, humildade e simplicidade...

Vamos começar a plantar hoje aquilo que desejamos para o amanhã. Chega de ficarmos nos iludindo com um mundo de ilusões e ficarmos sentados esperando que tudo aconteça a nossa volta para que alcancemos nossa felicidade. A Vida é Ritmo!

E já que todos podemos nos colocar nesse processo evolutivo... O QUE REALMENTE PRECISAMOS PARA SERMOS FELIZES? Popularidade, modelos, papéis, disfarces? Ou simplesmente precisamos aprender o verdadeiro e real sentido da palavra AMOR?


José Antonio da Cruz
Viviane Vasques
Catanduva-SP - 06/04/2011



Referências:
(1) L.E – Cap. VIII - Da lei do progresso
(2) E.S.E – Cap. V – Item 20
(2) E.S.E – Cap. XXVII – Item 23
(3) E.S.E – Cap. V – Item 23
(4) E.S.E – Cap. XIII – Item 10
(5) Evangelho de Lucas Cap. 17: v.21
(6) E.S.E – Cap. XI
(6) Evangelho de Mateus Cap. 22: v.39
(7) E.S.E – Cap. XI – Item 8
(7) Blog: O Poder das Palavras por Viviane Vasques, disponível em: http://vivivasques.blogspot.com/2010/10/foi-deus-quem-fez-voce-amelinha.html

10 de abr. de 2011

TRAGÉDIA DO RIO DE JANEIRO: O AMOR E O PERDÃO BATEM À NOSSA PORTA



Dia 07 de Abril, por volta das 08:00, um jovem de 23 anos invade uma escola atirando. Um acontecimento que abala a todos e que coloca, mais uma vez, o nosso país para refletir... Não pretendo me estender nesse texto, mas de forma alguma deixaria passar a oportunidade de escrever sobre este acontecimento e a minha visão de tal fato.

Gostaria de começar ressaltando algumas passagens da Bíblia:

“Os Fariseus, ‘tendo sabido que ele tinha feito calar a boca aos Saduceus, reuniram-se; e um deles, que era doutor da Lei, veio lhe fazer esta pergunta para o tentar: Mestre, qual é o maior mandamento da lei? Jesus lhe respondeu: amareis o Senhor vosso Deus de todo o vosso coração, de toda a vossa alma e de todo o vosso espírito; é o maior e o primeiro mandamento. E eis o segundo, que é semelhante àquele: amareis vosso próximo como a vós mesmo. Toda a lei e os profetas estão contidos nesses dois mandamentos”. (São Mateus, Cap. XXII, v.34 a 40).

“Fazei aos homens tudo o que quereis que eles vos façam; porque é a lei e os profetas”. (São Mateus, Cap. VII, v.12)

“Tratai todos os homens da mesma forma que quereríeis que eles vos tratassem”. (São Lucas, Cap. VI, v.31)

“Se perdoardes aos homens as faltas que eles fazem contra vós, vosso Pai celestial vos perdoará também vossos pecados, mas se não perdoardes aos homens quando eles vos ofendem, vosso Pai, também, não vos perdoará os pecados”. (São Mateus, Cap. VI, v.14, 15)

“Se, pois, quando apresentardes vossa oferenda ao altar, vós que vos lembrardes que o vosso irmão tem alguma coisa contra vós, deixai a vossa dádiva aí ao pé do altar, e ide antes reconciliar-se com o vosso irmão, e depois voltai para oferecer vossa dádiva”. (São Mateus, Cap. V, v. 23, 24)

“Não julgueis, a fim de que não sejais julgados; porque vós sereis julgados segundo houverdes julgado os outros; e se servirá para convosco da mesma medida da qual vos servistes para com eles”. (São Mateus, Cap. VII, v. 1, 2)

Não estou aqui para pregar! Mas sim para recordamos os ensinamentos de Jesus... E como é difícil lermos isso e presenciarmos a revolta do povo brasileiro com este jovem. Como dói saber que um país considerado Cristão ainda não conseguiu aprender os mandamentos de Cristo. E não estou falando de religião, estou falando de Cristo!

Julgamos este irmão de uma forma tão cruel, odiosa, intolerante. O julgamos como se fossemos Deus e fossemos todos desprovidos de pecados. Agora somos anjos! E pior, damos a sentença final: que queime no fogo do inferno! Peço desculpas pela frase, mas no momento é de ideal colocação.

Como somos egoístas e mesquinhos, não?! Será que julgamos nossas faltas e nossos erros com tamanha monstruosidade? Será que somos capazes de olharmos para dentro de nós e apontar nossos defeitos, assim como apontamos o desse jovem e tantas outras pessoas que perdem a consciência de seus atos? Será que nos condenaríamos na mesma medida que condenamos os nossos irmãos?

E aí podemos dizer: “Ahhh, mas eu não matei ninguém! Eu não tirei vidas!”. Será mesmo que não? Será que toda a energia negativa que emana do nosso peito e da nossa mente, não é capaz de ferir um irmão? Isso sem nos remetermos a vidas passadas... E por que nos achamos melhor que este jovem? Quem somos nós para apontar o dedo para ele e dizer: você errou! Será que nós nunca erramos para estarmos num estado de compreensão um pouco melhor?

Sabe queridos amigos, eu me sinto extremamente revoltada com essa situação. NINGUÉM É PERFEITO! Não concordo com o que este jovem fez, mas concordo menos ainda com que o povo brasileiro vem fazendo.... Não nos consideramos em grau de compreensão melhor do que o dele? Então por que temos atitudes bem parecidas com a dele? E engraçado, se este jovem vosse nosso irmão, nosso filho, nosso pai, não o julgaríamos com tamanho rigor né?! Não o condenaríamos com tamanha força!

Amar nosso próximo não é uma atitude muito fácil, pois no primeiro deslize, por mais simples que seja, nós já o condenamos. Imagina, então, amar um ser que, em algum momento da vida e por motivos de diversas ordens, se afastou de Deus e cometeu atos impensados. Perdoá-lo, então, mais difícil ainda.

E ainda temos a cara de pau de olhar para nosso Pai, quando cometemos um erro, e dizer: me perdoe Pai! Como temos coragem de tal atitude, se na atitude anterior você condenou o seu irmão – filho Dele – e não foi capaz de perdoá-lo, assim como tem pedido ao Pai?

Este jovem não precisa de nossas opiniões – maldosas, diga-se de passagem - para continuar o seu caminho. Ele não precisa de pensamentos de ódio direcionados a ele. Ele também não precisa que nós, seres imperfeitos e falíveis, o julguemos e o condenemos. Acredite, ele colherá, por si só, o que plantou... essa é a lei da vida. E Deus, nosso Pai maior, o todo Poderoso, o Perfeito, é quem deve dizer qual será seu caminho...

Como eu disse acima, a lei de semeadura e colheita é para todos. Vamos, então, começar a plantar mais amor, paz, esperança, fé, união, compaixão, caridade, solidariedade. Precisamos nos unir em um único ideal: que é o amor! O amor que salva, o amor que constrói, o amor que edifica. Todos os envolvidos precisam disso! Esta é uma corrente... são elos que se ligam e se complementam.

Deixo aqui, nestas humildes palavras, meus sinceros sentimentos a todas as vítimas desse acontecimento. Que estas almas que se foram possam encontrar a luz do nosso Mestre Jesus e continuarem seus caminhos em paz. Que estas famílias possam ser amparas por Ele e que tenham força para continuarem sem seus parentes queridos. Que todos os indivíduos – professores, funcionários, alunos – consigam retomar a fé em Deus e nos homens, unindo-se e fortalecendo-se.

E em especial deixo aqui minha mensagem para esta alma tão necessitada: eu não sei quem você é e muito menos o que te levou a cometer tal fato. Eu não conheço o seu passado e nem a sua história. Nem ao menos sei como é o seu rosto. E sei menos ainda se eu, na minha infinita pequenez, seria capaz de suportar o que você suportou. Nesse momento tão difícil, desejo a você meu irmão muita luz. Que todos os sentimentos de amor e perdão possam chegar até você. Que mesmo tendo cometido uma falta grave contra seu próximo, Deus possa ampará-lo. Que Ele possa, também, buscá-lo do lugar frio e sombrio em que você se colocou. Que Deus possa um dia voltar a habitar seu coração. Que a máxima de Cristo também seja a sua. Que o ódio, a vingança e o rancor deixem um dia de existir no seu coração. Que você, onde quer que esteja, possa reconciliar-se com seus irmãos. Muita paz, muita luz, muito amor, muitas energias positivas a você meu querido irmão...

Se para você leitor for inconcebível o que eu disse, talvez você ainda não tenha vivido nada parecido e talvez ainda não tenha sentido a dor do que é ser julgado e condenado por seres tão imperfeitos. E mais, talvez ainda não tenha Deus em seu coração...

Muita luz à todos!

20 de mar. de 2011

MAIS ALÉM

Não basta que sua boca esteja perfumada. É imprescindível que permaneça incapaz de ferir.

É importante que sua mãos se mostrem limpas. É essencial, no entanto, verificar o que fazem.

Bons ouvidos são, certamente, um tesouro. A Justiça Divina, porém, desejará saber como você ouve.

Excelente visão é qualidade louvável. Todavia, é interessante notar como você está vendo a vida.

Possuir saúde física é reter valioso dom. Mas é necessário considerar o que faz você do corpo sadio.

Raciocínio claro é virtude. Entretanto é imperioso observar em que zona mental está você raciocinando.

Bela imaginação é trazer consigo maravilhoso castelo. Convém reparar, porém, com que imagens você povoa o seu palácio interior.

Grande emotividade é característico de riqueza íntima. Contudo, é preciso saber como gasta você as emoções.

Possibilidade de produzir intensamente são recursos preciosos. No entanto, é imprescindível conhecer a substância daquilo que você produz.

Capacidade de prosseguir, vida afora, lepidamente, é uma benção. Não se esqueça, todavia, da direção que seus pés vão tomando através dos caminhos.

Fonte: Livro "Agenda Cristã"


30 de dez. de 2010

REFLEXÃO: NOS PREPARANDO PARA NOVAS PROMESSAS...

Sempre há um novo dia...

As festas de final de ano nos remetem, invariavelmente, a novas promessas para o ano vindouro. Ouve-se de um lado "vou fazer regime", do outro "vou arrumar um namorado (a)", logo ali "vou estudar mais", adiante um "vou dedicar mais tempo à família", e assim por diante. São inúmeras promessas, todas feitas juntas, ditas e repetidas inúmeras vezes, mas que, geralmente, acabam perdidas ao vento e não sendo cumpridas pela falta de uma base sólida, pela correria do dia-a-dia, pela falta de coragem e ânimo, pela incredulidade em nós mesmos e nos outros, por falta de tempo... E assim vai a lista de "obstáculos" que nos param no meio do caminho das nossas conquistas. Para este ano, proponho que antes de nos prometerem e nos comprometerem a fazer qualquer coisa que seja, preparemos as bases para isso...

Comecemos aprendendo que colocar a culpa nos nossos semelhantes por nossas falhas, nossas imperfeições, nossas quedas, nossos erros, nossas irreflexões é o principal obstáculo que nos impede de conquistar nossos objetivos. Dessa forma, tudo que buscamos está dentro de nós e depende único e exclusivamente de nós conquistarmos. Assim, conquistemos a nós, para conquistarmos o mundo. Exploremos o nosso interior, para explorarmos o exterior. E, por favor, vamos parar com essa mania tola de colocar nas mãos dos outros a nossa felicidade e infelicidade, as nossas conquistas e derrotas. Vamos parar de jogar a culpa no outro pelos nossos próprios atos, sejam eles pensados ou impensados, corretos ou incorretos. Nós somos culpados por tudo que nos acontece e somos eternamente responsáveis por tudo aquilo que cativamos !!!!

Agora, comecemos a refletir sobre tudo que fizemos e deixamos de fazer nesse ano que se finda. PENSEMOS: fomos solidários com um irmão que sofria? Doamos uma roupa para um irmão que sentia frio? Deixamos de comer algo para dar para alguém mais necessitado? Fizemos uma visita a um asilo, hospital, orfanato? Agradecemos a Deus por estar vivo e ser perfeito? Lembramo-nos de agradecê-lo, inclusive, pelas dores que temos passado (pois são elas que nos edificarão)? Cuidamos do nosso corpo, da nossa mente, do nosso coração e do nosso espírito o tanto quanto podíamos? Dedicamo-nos ao próximo pelo menos na mesma proporção que nos dedicamos a nós mesmos? Não julgamos nosso próximo por um ato impensado do mesmo? Não participamos de uma fofoca por considerar falta de respeito com o ser em questão? Estas e tantas outras mil questões devem ser refletidas. São questões perturbadoras, outras nem percebidas antes, algumas sentidas e não executadas. Nesse momento, escutemos a voz do nosso coração, pensemos com a razão, deixemos a intuição atuar...

A partir daí, mais conscientizados e se sentindo melhores, pois perceberemos que sempre há novas chances e oportunidades de recomeçar, desde que realmente estejamos dispostos a mudar, comecemos então a eliminar da nossa vida todo amargor, antipatia, arrogância, avareza, ciúme, cólera, comodismo, covardia, deslealdade, desprezo, desumanidade, individualismo, inflexibilidade, ingratidão, insensibilidade, inveja, ira, irresponsabilidade, libertinagem, luxúria, maldade, malquerer, materialismo, melancolia, narcisismo, ódio, pessimismo, preguiça, prepotência, raiva, rancor, rebeldia, ressentimentos, torpeza, vaidade, vingança... E mais uma vez vamos refletir... Reflitamos sobre cada uma dessas palavras, sobre o significado delas, sobre os momentos que a tivemos e do quanto foram ruins (especialmente as conseqüências depois). Reflitamos, também, na possibilidade de extraí-las da nossa vida, pois estes são modos de ser, sentir e estar que não possibilitam a harmonia maior, não conduzem a Jesus, não permitem a felicidade, não fazem o ser progredir e nos afastam da busca da perfeição.

E comecemos, nesse momento, a plantar novos sentimentos... Passemos a cultivar a abnegação, a afabilidade, o bem-querer, a benevolência, a bondade, a brandura, a caridade, o carinho, a clemência, a compaixão, a confiança, a coragem, o desprendimento, o devotamento, a disciplina, a doçura, a esperança, a fé, a flexibilidade, a generosidade, a gratidão, a humildade, a indulgência, a lealdade, a justiça, a mansuetude, a misericórdia, a modéstia, o otimismo, a paciência, a pacificidade, a perseverança, a piedade, a pureza de coração, a resignação, a responsabilidade, a simpatia, a simplicidade, a sinceridade, a solidariedade, a ternura... E, mais uma vez, refletimos sobre cada uma destas palavras e percebemos que estes são modos positivos de sentir o mundo ao redor e deixar fluir o âmago cristão, que nos liga a Deus e que nos sustentam. Estes são as chaves do progresso do espírito e os bálsamos que aplacam as chagas do mal. Estes se constituem os mais eficazes remédios contra o sofrimento e a oportunidade maior que possuímos de atingir a paz interior.

E deixemo-nos, nessa etapa, nos sentir mais leves e abertos a estes sentimentos, permitindo que eles tomem nosso corpo, nossa mente, nosso coração e nosso espírito. Alguns são mais difíceis, outros mais fáceis, mas nenhum deles é impossível. Comecemos, portanto, devagarzinho, sem pressa, sem amarras... Comecemos por aqueles que temos um pouco mais de domínio e, conforme for dominando-o, mudamos para o próximo. Do mais fácil para o mais difícil. Um de cada vez, caso seja necessário, pois a pressa não leva ninguém a lugar algum... Vamos agindo conforme a nossa própria capacidade, dando sempre o melhor de si.

Pronto! Agora já podemos começar a perceber que não temos mais promessas grandiosas e inalcançáveis que se perderão com o tempo, pois nos preparamos para isso. Percebemos que, ao refletir, conseguimos descobrir o que realmente é importante e necessário do que é supérfluo. Nós pudemos conhecer a nós mesmos e as nossas necessidades e, a partir daí, pudemos conhecer o mundo e aprendemos a lidar com ele. Perceberemos que as melhores coisas da vida estão nas mais simples e mais próximas de nós (no canto de um pássaro, na lua que dorme e no sol que se levanta, na flor que se abre, na melodia que invade sua alma, no sorriso de uma criança, no abraço de um amigo, no beijo de uma mãe...). Perceberemos também que sempre há algo maior e que nossos problemas são apenas "obstáculos a transpor" e que, definitivamente, eles não merecem serem tão sofridos e intensificados como costumamos fazer, mas sim aprendidos.

E perceberemos, acima de tudo, o amor... O amor a Deus, por si mesmo, pelo próximo. O amor que liberta, que constrói, que edifica almas. Exatamente aquele amor que Jesus nos ensinou. E ele será o principal alicerce de edificação para os sentimentos bons. Ele será nosso guia quando nos perdermos. Ele será a mão que nos erguerá quando cairmos. Ele será nossa força quando nos sentirmos abatidos e desanimados. Ele, somente ele, poderá nos levar onde quer que a gente queira chegar...

Por fim, um alerta: não será fácil! A principio, como tudo na vida, acharemos moleza. Mas, com toda certeza, nós vamos cair, vamos ser tentados, vamos nos desequilibrar, vamos chutar o balde, vamos nos irritar, vamos nos desesperar, vamos chorar, vamos sofrer, vamos pensar em desistir... porque teremos que encarar uma mudança. Portanto, conscientizemo-nos desde já que isso é normal e, por mais evoluído que o ser seja, isso vai acontecer com maior ou menor freqüência, por conta de suas conquistas anteriores. E não nos culpemos e menos ainda nos percamos ou nos entreguemos a estas quedas. Nesses momentos, busquemos algo dentro de nós que nos dê mais força, pois, acredite, todos temos essa força para vencer, essa força para se levantar, essa força para se (re) erguer, essa força para mudar... Basta querermos!

"Desejo a todos os meus irmãos e companheiros de jornada um excelente final de ano e um 2011 pleno de luz. Que Deus e seu filho Jesus possam estar presentes no coração de todos vocês. Que Eles possam invadir suas vidas e de todos que os cercam. E desejo também muita força para que consigam refletir sobre suas ações, sentimentos e pensamentos, que consigam alcançar suas promessas, que consigam enfrentar seus "monstros", que consigam realizar seus sonhos, enfim, que consigam alcançar a relativa felicidade deste mundo, que se encontra dentro de cada um de nós..."

25 de dez. de 2010

ESPÍRITO DE NATAL


Deixa eu ver se o espírito do Natal já está na sua casa...


Não, não quero ver a árvore iluminada na sala, nem quero saber quanto você já gastou em presentes...Quero sim, sentir no ambiente, a mensagem viva do aniversariante desse Dezembro mágico: toda a família está unida? O perdão já eliminou aquelas desavenças que ocorrem no calor das nossas vidas?



Entenda, não quero ver a sua despensa cheia... Quero sim saber se você conseguiu doar alguma coisa do que lhe sobra para quem tem tão pouco, às vezes nada.


Não exiba os presentes que você já comprou, mesmo com sacrifício. Quero ver ai dentro de você a preocupação com aqueles que esperam tão pouco... talvez uma visita, um telefonema, uma carta, um e-mail, um simples sorriso…


Quero ver o espírito do Natal entre pais que descobrem tempo para os filhos, em amigos que se reencontram e podem parar para conversar, no respeito do celular desligado no teatro, na gentileza de quem oferece o banco para o mais idoso, na paciência com os doentes, na mão que apóia o deficiente visual na travessia das ruas, no ombro amigo que se oferece para quem anda meio triste, perdido.

Quero ver o espírito de Natal invadindo as ruas, respeitando os animais, a natureza que implora por cuidados tão simples, como não jogar o papel no chão, nem o lixo nos rios.


Não quero ver o Natal nas vitrines enfeitadas, no convite ao consumo, mas no enfeite que a bondade faz no rosto das pessoas generosas.


Por fim, mostre-me que o espírito do Natal entrou definitivamente na sua vida através do abraço fraterno, da oração sentida, do prazer de andar sem drogas e sem bebidas, do riso franco, do desejo sincero de ser feliz e de tão feliz, não resistir ao desejo de fazer outras pessoas também felizes.


Deixe o Natal invadir a sua alma, entre os perfumes da cozinha que vai se encher de comidas deliciosas, no cheiro da roupa nova que todos vão exibir, abrace-se à sua família e façam alguns minutos de silêncio, que será como uma oração do coração, que vai subir aos céus e retornar com um presente eterno, duradouro: o suave perfume de Jesus, perfume de paz, amor, harmonia e a eterna esperança de que um dia, todos os dias serão como os dias de natal.

FELIZ NATAL !!!!

4 de dez. de 2010

CULTURA DO MASSACRE OU MASSACRE DA CULTURA?

Essa semana fui ler alguns e-mails que estavam há tempos na minha caixa de mensagem e eu observei um com o título "Vergonha Mundial - Quando encaminhar assine embaixo!". Num primeiro momento pensei que fosse aquelas correntes sem fim que alguns desocupados teimam em propagar. Mas, pensando melhor, resolvi vê-lo... Qual foi minha surpresa que não era uma corrente qualquer, mas uma corrente de amor à vida. Vamos ao e-mail...

"Dinamarca, uma vergonha! O mar se tinge de vermelho, entretanto não é devido aos efeitos climáticos da natureza, mas a crueldade com que os seres humanos (seres civilizados) matam centenas dos famosos e inteligentíssimos Golfinhos Calderon. Isso acontece ano após ano na Ilha Feroe na Dinamarca. Deste massacre, participam principalmente jovens. Por quê? Para demonstrar que estes mesmos jovens já chegaram a uma idade adulta, estão maduros (?). Em tal celebração, nada falta para a diversão: TODOS PARTICIPAM DE UMA MANEIRA OU DE OUTRA, matando ou vendo a crueldade, 'apoiando-a como espectador'. Cabe mencionar que o Golfinho Calderon, como quase todas as outras espécies de golfinhos, se aproxima do homem unicamente para interagir e brincar em gesto de pura amizade. Eles não morrem instantaneamente, sendo que são cortados uma ou duas vezes com ganchos grossos. Nesse momento, os golfinhos produzem um som estridente bem parecido ao choro de um recém-nascido. Mas, sofre e não há compaixão até que este dócil ser se sangre lentamente e sofra com feridas enormes, até perder a consciência e morrer no seu próprio sangue. Finalmente, estes 'heróis da ilha', agora se julgam adultos racionais e com direitos. E, como podemos ver, já demonstraram sua 'maturidade'.”

Observamos que tal acontecimento faz parte da cultura deste povo, sendo que a definição de cultura, de acordo com o Aurélio, é o complexo dos padrões de comportamento, das crenças, das instituições, das manifestações artísticas, intelectuais, etc, transmitidos coletivamente e típicos de uma sociedade e também o conjunto dos conhecimentos adquiridos em determinado campo.

Partindo destas definições, vamos analisar um pouco... Se cultura são padrões de comportamento, digamos que para este povo matar um animal é padrão de comportamento. Abre aspas: tais matanças não acontecem somente neste país, mas, em todos, diferenciando somente os "alvos" (não vemos jovens brasileiros enforcando pobres gatinhos depois de baladas?), Fecha aspas. Se é tão fácil assim matar um animal sem se importar com a sua dor, seu sofrimento, seu choro, seu grito pela vida, porque não seria fácil também matar outro ser humano? Qual seria o problema em matar sua própria espécie, a troco de nada, assim como fazem com estes seres indefesos? Afinal, o padrão de comportamento adquirido pela sociedade é a lei da matança.

Num segundo momento analisamos a questão das crenças, enfocando-nos especificamente nas crenças religiosas. Até onde sei, seja a religião que for, a lei máxima é "amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo." Por favor, se eu estiver errada me corrijam sobre esta citação. Pois bem... numa situação como essa, há a ausência completa de amor. Não há amor em Deus, não há amor ao próximo e, conseqüentemente, não há amor por si mesmo, pois quem ama a Deus respeita a sua criação, respeita todos os reinos, independentemente de cor, raça, espécie, tamanho, credo. Deus não criou seus filhos para matarem e serem mortos; Deus criou seus filhos para o AMOR!

No terceiro momento nos focamos nos comportamentos típicos de uma sociedade e no conjunto dos conhecimentos adquiridos. É... agora matar é comportamento típico, ou seja, um comportamento considerado normal e, se é um conjunto de conhecimentos adquiridos, provavelmente alguém ensinou ou propagou tal comportamento. Pensou se vira moda sair matando os animais? As crianças, na pré-escola, já estão sendo educadas com isso. Observe a letra da música: atirei o pau no gato, mas o gato, não morreu... e a dona Chica admirou-se com o berro do gato!Óbvio né Dona Chica, ele sente dor exatamente assim como a senhora! Pois é minha inocente criança, como ele não morreu tente bater novamente até que ele morra, afinal a sociedade em que você está crescendo esta te ensinando isso, então como poderão exigir um comportamento cristão seu, não é mesmo? Padrão de cultura...

Agora nos questionemos: a população, diante de tal festa, está incentivando a cultura do massacre ou estão massacrando a cultura desse povo? Será que, em nenhum momento, estes seres ditos "racionais que buscam sua maturidade” pararam para refletir que os animais, exatamente assim como eles, têm alma, têm sentimentos, sentem dor, choram, sofrem...? Será que, em nenhum momento, nenhuma instituição (igreja e escola, principalmente) os ensinou a Lei do Amor pregada por Cristo e os ensinou que a caridade é a melhor forma de demonstrar maturidade e senso moral? Será que, mesmo se tivessem todos os conhecimentos em mãos, tais homens praticariam tamanha atrocidade somente por este ser o modelo a ser seguido pela sociedade? O QUE ESTAMOS FAZENDO COM AS NOSSAS CRIANÇAS E OS NOSSOS JOVENS? Que tipo de homens estamos formando? Que tipo de seres humanos eles vão se tornar? São tantas as questões que nos rondam...

A que ponto nossa humanidade está chegando. Depois quando temos catástrofes, exclamamos, "oh Deus o que fizemos a ti para receber tamanho castigo?". O que será hein... Acho que não precisamos pensar muito. Vale ressaltar que isso não é castigo Divino, isso é lei de ação e reação humana mesmo! Não coloquemos a culpa em Deus pelas nossas atitudes impensadas, maldosas e omissas. Se plantarmos paz, colheremos paz. Se derramarmos sangue, colheremos sangue.

Crueldade e maldade desse tipo vamos encontrar em todo mundo. Mas o que nós, que temos um pouco mais de senso moral e consciência, estamos fazendo para modificar este quadro? Omissão também implica participação em situações desse nível. Vermos, e nos calarmos, é o mesmo que aplaudir este comportamento típico tão fantástico aos olhos de alguns humanos e tão tristes aos olhos do nosso Pai.

Não estamos aqui para julgar, condenar e jogar estas pessoas na fogueira, pois também somos falhos. Estamos aqui para chamar a atenção de todos: vamos acordar meus amigos e fazer nossa parte. Vamos defender os animais, pois eles, especificamente estes golfinhos, não tiveram a oportunidade de dizer ao mundo que eles só queriam viver, que eles só queriam poder nadar livremente pelo mar, que eles só queriam brincar e ter um pouco de carinho, que eles só queriam o que TODOS queremos: amor, carinho e um pouquinho de atenção. Eles, assim como muitos de nós, acreditamos que aqueles homens eram pessoas boas e que estavam ali para ajudar. Até onde o homem consegue enganar a si mesmo...?!

Terminamos com algumas questões para reflexão: 1. O que estamos fazendo com a nossa cultura e o que ela tem feito em nossas vidas? 2. O que estamos ensinando as nossas crianças e aos nossos jovens? Afinal, eles são o futuro da nação. 3. Quem são os verdadeiros seres irracionais nessa história?


SIM à vida...

...e NÃO à morte!

19 de nov. de 2010

Eu e Deus...SEMPRE!





Comecei escrevendo estas palavras pensando em fazer um diário para relatar o que estou vivenciando. Depois, simplesmente pensei em escrever como um desabafo, um grito interior. Mas, ao terminá-las, eu decidi publicá-la.

Nesse exato momento em que escrevo (exatas 23:45), eu acabo de me sentir um pouco mais solitária, mais desprezível, mais inútil, mais desnecessária (e quem nunca se sentiu assim?). Nesse exato momento é como se a dor que eu vinha suportando, explodisse em forma de palavras. Nesse exato momento é como se todos fossem importantes, menos eu. É como se ninguém pudesse ouvir um "não", somente eu. É como se eu fosse forte o suficiente para agüentar tudo de todos. É como se a minha dor não fosse nada diante da dor dos outros... Então, resolvi conversar com o meu computador. E, ao começar a contar o que estou vivendo para ele, reparei que todo momento eu mencionava Deus e percebi que, na verdade, eu estava conversando com Deus. Vamos lá então?!

"Sabe Deus, estou passando por muitas provas e experiências menos felizes na minha vida. Você, na sua infinita misericórdia, está me ensinando na prática o que é fé. Está me ensinando na prática, como eu me neguei a aprender na teoria, a crer em Ti e a colocar todos os meus problemas em Suas mãos. É difícil viu Deus, mas, você é meu pai e somente você sabe o que é bom ou não para mim...

É Deus, essas provas estão cada vez mais duras e árduas. Quando penso que está se ajeitando, tudo se modifica novamente... E eu chego, mais uma vez, a conclusão que a vida terrena é uma eterna prova e estamos sempre em busca de mais.

A principio tive que aprender a lidar com a mudança drástica de vida que seria o "do vinho para água" (inverto porque eu parei de beber), e, junto dessa, todas as críticas possíveis e viáveis. Em seguida, o sentimento amor, mas, como ele não vem sozinho, estou tendo que aprender a lidar com o ciúme e a posse. Pensando que isso era "problema", um dos meus anjos do berçário morre essa semana (a maior dor que eu já senti na minha vida). E eu que achava que tinha problemas até então hein Pai...

Apesar de utilizar a palavra problema, eu entendo TUDO que eu estou vivendo como experiências terrenas para que eu evolua moralmente e espiritualmente. Esse é nosso objetivo né Pai? Pois bem, eu vou acatá-lo! E vou ser forte, e vou vencer todos os obstáculos que me aparecerem, e vou me levantar de todas as quedas, e vou enfrentar todos os julgamentos, e vou passar por todas as provas, e vou vencer!

E sabe por que tudo isso Pai? Porque eu posso! Porque eu tenho Você na minha vida, no meu coração! Porque é em Você que eu acredito e não nos homens; não nesses seres tão mesquinhos, egoístas e orgulhosos. Porque eu vim aqui para este plano enfrentar minhas provas e expiações de cabeça erguida, mostrando ao mundo que, tendo Ti dentro do peito, não precisamos de mais nada e de mais ninguém.

Olha, nunca pensei que eu pudesse ser tão forte e sentir tão firmemente a Tua presença na minha vida. Somente com um Ser tão poderoso presente é que a nossa vida se modifica. Somente com um Ser tão sublimado por perto que tudo de bom se amplia... a alegria, a bondade, a esperança, a humildade, o perdão, o amor, a luz, enfim, todas as virtudes. E todas as inferioridades se afastam, elas simplesmente somem de nossas mentes e corações.

Eu entendo Mestre que o Senhor é justo e que dá a todos os seres provas de acordo com a capacidade de cada um. No entanto, cada um acha que a sua prova é a maior, a mais dolorosa, a mais difícil, a insuportável, a insuperável. E realmente é! A minha é a maior, é a mais dolorosa, é a mais difícil. Até o ponto que eu encontro Ti e este problema, esta prova, não é mais insuportável e nem insuperável, justamente porque eu peguei na Sua mão Pai e estou segurando com toda a minha força.

E é engraçado, porque a cada dia este problema tem se tornando mais leve, mais fácil de compreendê-lo. Está sendo até mais fácil de continuar respirando nesse mundo tão perturbado e cheio de desvarios em que me encontro. Está sendo até possível sonhar. Veja quanta coisa boa Você tem trazido para mim depois que eu decidi segurar a Sua mão...

Mas nós seres humanos somos complicados né Pai?! Diante dos problemas, ou das experiências da vida ou das provas, independentemente da denominação que usamos, preferimos sempre nos ferir, nos machucar, nos torturar, nos infelicitar, nos culpar, nos mutilar, nos destruir por fora e por dentro. Diante destas experiências parece que o chão some, que o mundo se esvazia, que falta ar. Parece que não resta nada além de nós, nossos sentimentos, nossas dúvidas, nossos medos, nossos receios... nossa solidão! Mas só parece, não é mesmo Senhor?!

Mas nós temos opção! Diferentemente de outros seres, nós temos nosso livre-arbítrio. E temos sempre muitas opções. Diante de uma experiência da vida, principalmente de uma experiência menos feliz, podemos: nos entregar a ela; ignorá-la; sentar e ficar esperando tudo se resolver 'sozinho'; nos lamentar; piorá-la inventando mil coisas a mais do que realmente existe; fugir; etc. Ou nós podemos levantar a cabeça, agarrar com toda força as Suas mãos e se jogar nessa experiência, nesse problema, nessa prova...

E é exatamente isso que eu tenho feito Senhor. Diante dessa onda gigante e interminável que invadiu a minha praia, eu optei por olhá-la de frente e dizer em claro e bom som:  "eu tenho o Ser mais poderoso que possa existir AO MEU LADO E DENTRO DE MIM e, aconteça o que acontecer, ELE não vai me abandonar!"

Todos os homens ditos humanos podem me abandonar, podem me julgar, podem me ofender, podem me condenar, podem me humilhar, podem me xingar, podem me considerar inútil. Todos podem fazer o que quiserem comigo, mas, com toda confiança e segurança, eu vou lhes dizer: "meu Pai está comigo e NENHUM de vós, NENHUM de vossos problemas, será capaz de me derrubar."

...porque são as minhas escolhas que dirão quem eu sou e para onde irei; são as minhas escolhas que ditarão que tipo de ser humano eu quero ser e me tornar; são as minhas escolhas que farão de mim uma pessoa melhor ou pior; são as minhas escolhas que mostrarão a minha fé ou a minha descrença; são as minhas escolhas que me levarão ao céu ou ao inferno; são as minhas escolhas que ditarão o tamanho dos meus problemas; são as minhas escolhas que irão fazer brotar um sorriso ou uma lágrima; enfim, são as MINHAS escolhas, e não as do MUNDO. Somente EU, e absolutamente mais ninguém, é responsável por tudo que eu cultivo no meu jardim.

Sabe meu Pai, hoje eu percebo com mais clareza que não importa qual seja o problema que nós seres humanos passamos, Você vai estar conosco. Não importa o que aconteça, Você vai nos apoiar porque somos seus filhos e Você nunca solta a mão de sua criação. Não importa se achamos injustas determinadas situações, só Ti sabe o que é justo ou não. Enfim, simplesmente não importa o mundo lá fora se o mundo aqui de dentro estiver inteiramente preenchido com o Seu Amor...o Amor Divino, o Amor Sublime, o Amor fraterno, o Amor insubstituível, o Amor insuperável...o AMOR!"

Hoje, diante de inúmeras experiências dolorosas que eu tenho passado, eu consegui entender que TUDO na vida se resume a DEUS e a como eu coloco Ele na minha vida. Tenho estudo esta linda teoria, mas somente na prática consegui absorver tamanho aprendizado. E hoje eu entendi que, em todos os momentos, eu posso contar com Ele, porque eu realmente sou importante para ELE. E Ele vai me ouvir, Ele vai me aconselhar, Ele vai me abraçar, Ele vai me apoiar, Ele vai me compreender, Ele vai me respeitar, Ele vai ser meu amigo fiel, Ele vai agarrar minha mão, Ele vai me dar bronca, Ele vai me acarinhar... ELE vai tudo isso aí e muito mais, porque ELE é pai e porque ELE é Divino.

Se você está passando por um problema difícil; se você não está conseguindo enxergar luz no meio da escuridão; se você se entregou a esse problema e não consegue sair; se você simplesmente não sabe o que fazer e como fazer; faça exatamente como eu: SEGURE NA MÃO DE DEUS; CONFIE NELE, NA SUA JUSTIÇA E NO SEU TEMPO; E ELE TUDO FARÁ POR TI E PELA SUA FELICIDADE E CRESCIMENTO. Assim como ELE tem feito por mim e por muitas outras almas que se entregam à Ele. Aprenda a transformar a sua dor em aprendizado e em bálsamo consolador para outras almas sofredoras. VOCÊ, JUNTAMENTE COM DEUS, PODE!

Que a paz de Deus possa estar presente no coração de todos!

Obs.: Tudo de ruim que eu estava sentindo ao iniciar este texto já não existia mais ao terminá-lo.

16 de nov. de 2010

DESABAFO INTERIOR

- Vou chamar sua atenção...!

E desta vez não me venha com desculpas, por favor...

Vamos começar combinando assim: eu falo e você simplesmente me escuta e reflita! Afinal, cedo ou tarde, acabaríamos tendo este diálogo.

Agora somos apenas dois... Nós e nossa consciência! Então, primeiramente, gostaria de levantar algumas perguntas bem simples e, por favor, sem rodeios para respondê-las. Vamos lá... Com toda sinceridade, por que nos ignoramos tanto? Por que tememos este contato conosco mesmo, se nós mesmos sabemos que é inevitável? Para que adiar?

Pare! Olhe a nossa volta...

Ahhhh, perdoe-me... Não estamos mais acostumados a observar, não é mesmo?! Mas, insista um pouco mais. Vamos que juntos conseguiremos!

Olhe... Veja onde estamos agora. Vamos parar por alguns instantes o que estamos fazendo, pois se posso lhe oferecer este breve tempo, nada mais justo do que você me oferecer um pouco de atenção.

Nossa... Quanta coisa ao nosso redor, não é mesmo?! Nem tínhamos notado. Já conquistamos tanto... Veja! Tudo bem que ainda não estamos na (1)posição social que desejamos, mas convenhamos que sempre falta algo, não é mesmo? Ainda bem que não deixamos nada para trás...

Por que o silêncio? Será que pensamos algo errado ou que não devíamos? Não vamos desistir agora só por causa de um apertozinho no coração, o que é isso?! Somos tão fortes!

E nesse momento o que acha de voltarmos um pouco no tempo...?

Lembrar das nossas peripécias de criança... Nossa como aprontávamos! E quando adolescentes então... Ah, quanta confusão! E aquela nossa turma do ginasial, lembra? Por onde será que andam heim?! Quanta saudade que deixamos no armário do tempo, não é mesmo... Éramos tão livres que até o ar parecia mais leve.

Isso porque talvez não nos importássemos tanto com o que queriam que a gente fosse ou porque não tínhamos tanto tempo sobrando para nos preocupar com o “molde” que queriam nos encaixar.

MOLDE! Será que isso nos faz lembrar algo? Por que motivo comparar nossa vida com um molde? Afinal, essa expressão tem mais haver com um modelo do que com a vida.

Por outro lado, refletindo um pouco mais, será que estamos realmente vivendo dentro de algum molde? Difícil responder... Fomos pegos de surpresa não é? Então vamos pensar juntos novamente...

Em algum lugar do nosso passado existiu um momento em que adotamos este molde no qual nos encontramos hoje. Se pararmos para pensar que estamos constantemente mudando, talvez a chave de tudo possa estar ai! Então, para quem ou porque estamos mudando? Esta mudança nos faz mais livres ou nos aprisiona em mais um modelo, um molde?

Quando crianças, queremos ser nossos pais ou algum super-herói; na adolescência, a popularidade é nossa meta; quando adulto, buscamos a conquista de nossos ideais, para que, assim, quando a velhice chegar, possamos desfrutá-la com um pouco mais de tranqüilidade. Já parou para pensar em tudo isso?! Quantos moldes, quantas vidas, quantos sonhos!

Mas, será que estamos vivendo e desfrutando o que a vida nos oferece? Será que o molde que estamos usando neste momento não está sendo apertado demais para nós? Meu Deus... Para onde estamos indo?!

Quem foi que nos disse que nossos sonhos são impossíveis? Quem nos fez acreditar que nosso cabelo não combina com a gente? Quem colocou na nossa cabeça que, para ser feliz, temos que ser um modelo de sedução? Quem nos fez aceitar que o sapato que mais gostamos já não está na moda e que, por isso, seremos bregas se usá-lo? Quando foi a última vez que andamos descalços, sentido a terra ou a grama entre nossos dedos? Por que nunca mais tomamos um banho de chuva? E aqueles desenhos que amávamos, desde quando deixamos de assisti-los? Por que acreditamos que, se nos declararmos e dissermos “Eu te Amo”, estaremos entregando os pontos? Por que paramos de comer a raspa do brigadeiro, que fica grudada no fundo daquela panelinha velha, quando estamos diante de outras pessoas? Desde quando começamos a nos ocultar para viver... Desde quando?

Será que por que crescemos? Será que por que já não esta mais na moda? Será que por que só fazemos o que todos querem ou o que a revista de etiqueta dita? Será que por que agora temos mais responsabilidades? Será, será, será...?

E enquanto isso... O tempo não volta! O que passou, ficou lá atrás... E o que estamos esperando para começar a desfrutar a vida novamente?

(2)Viver é uma arte... É simples! Mas, a realidade, é que exigimos muito da vida e o resultado não poderia ser diferente a não ser este corre-corre descontrolado em busca das utopias. Quase não temos tempo para um olhar, um abraço, um sorriso. Nem paramos mais para conversar... E quando paramos, na maioria das vezes, o assunto acaba desviando para os becos da lamentação infundada ou nas observações que não deixamos passar em branco sobre a vida alheia.

As perguntas que faço diante disso é: O que estamos fazendo? Quanto tempo ainda vamos suportar em meio os nossos próprios (3)tormentos voluntários para entender que a vida segue um ritmo, um pulsar?

Sinta as batidas do coração, ouça o ritmo da vida sempre pulsando dentro de nós, observe os ponteiros de um relógio, sinta o movimento do vento, aprecie um nascer ou um pôr-do-sol, contemple as estrelas, sinta o exalar das plantas... Tudo esta em harmonia, é o ritmo da vida!

E o nosso ritmo, como está? Será que estamos esquecendo de viver o momento mais precioso que a vida nos oferece? Momento este que a todo instante se torna parte do passado para que, pouco a pouco, vá se somando a nossa coleção de lembranças. Estamos falando do “presente”, o agora, nosso hoje. O próprio nome não poderia ter melhor definição: “PRESENTE”. E realmente é um presente que a vida nos oferece, mas que, infelizmente, estamos ocupados e apressados demais para abri-lo e vivê-lo.

É no presente que devemos viver, porque é somente (4)aqui que iremos realmente aprender, é somente assim que iremos sentir a vida. O que estamos esperando então?! A situação melhorar? Boa desculpa! Enquanto isso, a vida vai continuar e tudo a nossa volta vai mudar, pois tudo evolui, tudo está em constante (5)progresso.

Já atingimos por mérito a classe dos “Seres Racionais”, mas muitas vezes agimos na irracionalidade. Somos dotados da capacidade de (6)escolha e a vida está nos convidando para participar de uma linda festa, a qual cabe a nós aceitarmos ou não.

Existem aquelas afirmações que dizem: “na minha época tudo era diferente, por isso éramos mais felizes!” Engraçado, achei que nossa época fosse o agora, já que estamos em constante evolução. A não ser que estamos vivendo de passado e, mais cedo ou mais tarde, seremos sufocados por ele.

Confie... Vamos viver!

Respire mais... É de graça!

Agradeça... (7)Agradecer é uma dádiva e nos conecta com Deus e com a Vida!

Lembrem-se: nos tornamos aquilo que julgamos ser.

Agora acho que já podemos refletir melhor... Como estamos lidando com nosso molde de Vida?

José Antonio da Cruz – Catanduva, 11/11/2010


Referencias para estudo:
(1) E.S.E – Cap.XVI-Item: 7
(2) E.S.E – Cap. V-Item: 18
(3) E.S.E – Cap. V-Item: 4
(4) L.E - Livro II – Cap. IV – Questão: 167
(5) L.E - Livro III – Cap. VIII- Questão: 779
(6) L.E - Livro III – Cap. X-Questão: 843
(7) L.E - Livro III – Cap. II - Questões: 658, 659, 660
(7) E.S.E – Cap.XXVII -Eficácia da Prece