24 de dez de 2011

MENSAGEM DE NATAL - ABRA O CORAÇÃO


O meu desejo para este Natal é que vocês, meus irmãos de jornada, possam abrir os vossos corações para todas as maravilhas da natureza: o calor do sol, o brilho da lua e das estrelas, o vento, os pingos da chuva, as plantas, o carinho dos animais... Abrir vossos corações para o próximo: escute um irmão em desespero, ofereça um abraço na desesperança, sorria para quem chora, perdoe as falhas alheias, compreenda mais as diferenças, dê uma palavra amiga, dedique mais tempo aos necessitados, pratique a caridade material e moral... Abrir vossos corações para si: ame-se mais, perdoe-se mais, aceite-se mais, cuide-se mais, valorize-se mais, creia mais em seus potenciais... Abrir vossos corações para Deus: tenha fé Nele, aceite com resignação Seus planos, confie Nele, aprenda com Ele, dedique-se a Ele, ame-O incondicionalmente... Abrir vossos corações para a vida: pelo o ar que respira, pelo corpo que tens, pelas faculdades mentais, pela possibilidade de sentir, pelo emprego que lhe dá o sustento necessário, pela família que tens, pela casa que habitas, pelos amigos e ditos inimigos que o rodeiam...

Neste Natal e para o próximo ano desejo aos meus irmãos de jornada terrena que simplesmente abram mais os vossos corações para a vida e para Deus, deixando de lado todo orgulho, egoismo, raiva, rancor, ódio, vingança, desprezo, inveja. Tudo neste plano passa, todas as coisas materiais se findarão, e restará tudo que você cultivou neste plano: todo o bem que você espalhou por onde passou; os sorrisos que você despertou e as lágrimas que você secou; as famílias que você ajudou a unir, as crianças que você não deixou passar fome e os idosos que você não deixou na solidão; a gratidão dos animais que você resgatou, deu abrigo, comida e uma vida digna... Não levamos nada desse mundo além do que cultivamos e esplhamos por meio das nossas atitudes, pensamentos e sentimentos; coisas estas que devem sempre estar baseadas no perdão, na solidariedade, na compaixão, na caridade, na honestidade, na sinceridade, no companheirismo, na amizade, no amor! Muita paz, amor, saúde, união nesta data tão especial. Que Jesus possa habitar sempre os vossos corações, fazendo de cada um instrumento de seus ensinamentos! FELIZ NATAL E UM ANO NOVO ILUMINADO!
VIVIANE VASQUES
24-12-2011

19 de dez de 2011

A MÃO DE DEUS

Vemos a Mão de Deus em nossas vidas do acordar ao anoitecer. Vemos as Mãos de Deus agindo na natureza e no homem. Vemos a Mão de Deus na pobreza e na riqueza. Em tudo Ela se encontra e em tudo Ela toca! Ela esta presente no sol que brilha no início de mais um dia e na lua resplandecente da madrugada. Está presente naquele ser humilde que sem espaço para si abriga um companheiro de jornada em seu lar. Está no cobertor oferecido pelo rico ao pobre nos dias de frio. Está em todas as classes sociais, em todos os templos religiosos, em todos os lares, em todas as ruas, em todos os espaços e tempos visíveis e invisíveis.

No entanto, com toda sua supremacia, Deus utiliza Sua Mão de forma sutil, despretensiosa, chegando a ser, inúmeras vezes, imperceptível. Ele é sublime e seu toque é doce. Ele é calmo e seu toque chega de mansinho. Ele é bondoso e seu acalento chega na necessidade. Ele é único; e Sua Mão é única; e o que Ela proporciona é único!

Ele tem o poder de transformar nossas vidas através da Sua Mão. É Ela que possibilita as nossas vivências, é Ela que nos segura nas dificuldades, é Ela que nos aconchega no sofrimento, é Ela que nos acalma no desespero, é Ela que seca as nossas lágrimas. É a Mão de Deus em nossa vida que nos traz a felicidade relativa a este mundo, é Ela que abre novos horizontes e fecha as portas dos erros do passado, é Ela que mostra o caminho da caridade e do amor.

Perceba Ela agindo em sua vida. Veja Sua Mão tocando cada atitude, cada pensamento, cada sentimento seu em relação a si e ao outro. Observe mais detidamente a Mão de Deus penetrando na sua vida, no seu lar, na sua família, no seu emprego, na sua saúde, nos seus relacionamentos. Veja, observe, perceba, sensibilize-se e agradeça a Mão do Criador guiando os seus passos, te segurando em cada queda e sorrindo a cada conquista.

Ela não erra, nunca! Ela não ofende e nem maltrata! Ela não fere! Ela não se vinga! Ela não pratica o mal! Ela não sente inveja, orgulho, egoísmo, vaidade! Ela sabe compartilhar! Ela sabe unir! Ela sabe amparar! Ela sabe compreender e perdoar! Ela sabe praticar a caridade! Ela sabe amar!

Segure nesta Mão e sinta a sua vida modificar-se. Segure, o mais forte possível, e não a solte nunca. Segure na Mão de Deus, e vai. Não tema, segue adiante e não olhe para trás. Aconteça o que acontecer, veja Ela, somente Ela, agindo na sua vida. Ela só age no bem e para o nosso próprio bem, portanto, é a única fonte segura. É a Mão de Deus que estará sempre a seguir a humanidade.

VIVIANE VASQUES
09-12-2011


8 de dez de 2011

RESPONSABILIDADE AFETIVA

Julgo necessário esclarecer que o termo “responsabilidade afetiva” não é meu. Certa vez o ouvi e este não saiu mais da minha cabeça, sendo que reapareceu fortemente ao ler e compreender o texto de Arnaldo Jabor, inserido anteriormente.

Compreendendo os termos da nossa temática separadamente, responsabilidade é determinar a própria vontade e ações, enquanto afetividade é a qualidade ou caráter de ser afetivo, ou seja, de exercer o amor. O significado de tais termos, embora retirados do dicionário Aurélio, estão interpretados de forma sucinta e coerentes com os nossos objetivos.

Partindo daí, apontamos como primeira vontade de exercer o amor, ou seja, de aprendermos a ter reponsabilidade afetiva, conosco mesmos. Sim, pois ninguém pode dar aquilo que não tem e, se eu não sou capaz de exercer o amor com o meu próprio ser, como serei capaz de expandir isso ao outro. É o amar a si mesmo, sem orgulho, sem pretensão, sem egoísmo, sem vaidades. É o aprender o que é bom para si mesmo e praticar tal ação diariamente. É determinar, e através da força de vontade, lutar por aquilo que considero bom e saudável para o meu próprio ser.

Quando aprendemos e determinamos o que realmente queremos e como queremos, teremos o mínimo de condições de expandir isso ao próximo. No entanto, abre-se um parênteses, pois este processo de conhecer a si mesmo e, baseado nisso determinar as suas ações, pensamentos e sentimentos, não acontece do dia para a noite e não se finda em alguns dias, meses ou anos.  Este é um processo de Reforma Intima que dura por toda eternidade e que com toda certeza não será nada fácil. Obstáculos vão parecer, dificuldades haverão de surgir, decepções nos pegarão no caminho, tristezas nos arrebatarão. Mas, se a base é a – força de - vontade de exercer o amor, tais fatos somente servirão como trampolins para saltos mais altos da evolução.

Ao iniciarmos este processo de amadurecimento do nosso ser seremos capazes também de perceber o quão vazia é nossa vida quando nos propomos a isso. Falamos de amadurecimento psicológico e emocional, que são um dos princípios para conseguirmos olharmos para dentro de si e percebermos de que necessitamos nos conhecer e conhecer o outro para praticar a vontade de exercer o amor.

Retomo as palavras de Arnaldo Jabor quando ele diz que as pessoas hoje em dia querem “oba-oba”. Muito bom isso, né? Não, não é! Hoje eu saio com determinada pessoa, pois no dia de hoje eu só quero falar besteira e ela é adequada para isso. Amanhã, está pessoa não me serve mais, porque eu preciso de carinho, mas ela não supri isso, então, vou buscar em outra. E, no próximo dia, eu preciso de sexo selvagem, e nenhuma das duas me proporciona isso, então, o ideal sou eu buscar outra. E assim sucessivamente, até que um dia, pelo menos é isso que se espera, despertemos para a realidade e consigamos perceber que não podemos ter tudo isso exatamente da nossa forma num único ser, mas que podemos ter tudo isso de formas diferentes da nossa num único ser. E isso, sim, é muito bom!

É, e falamos, então, da reponsabilidade afetiva em relação ao outro. Já percebeu o vazio que sentimos quando nossa vida baseia-se nesse vai e vem de pessoas diferentes? Temos tudo, e não temos nada! Temos todas, mas não temos nenhuma! Não temos ninguém para chamar de meu amor, para dar risadas juntos, para passear de mãos dadas, para dormir abraçadinho, para falar bobagens sem receios... Porque, no final de tudo, somos nós com nós mesmos, com a nossa insatisfação, com o nosso vazio, com o nosso egoísmo de não querermos repartir a nossa vida com o outro. Reponsabilidade afetiva é mudar esse quadro, assumirmos que necessitamos sim de afeto, de carinho e de amor; que necessitamos sim amar e sermos amados, mas que para que isso ocorra necessitamos exercitar essa vontade de amar.

Essa vontade, junto com o querer, é quem impulsiona todo este processo. Se eu quero, eu tenho força de vontade. E se eu tenho força de vontade, eu luto, eu batalho, eu corro atrás e alcanço meu objetivo final, que no nosso caso é o amor, o relacionamento homem-mulher. Ah, mas isso envolve riscos: o risco de perder, o risco de errar, o risco de cair, o risco de parecer otário, e tantos outros. Ah, mas isso envolve compromisso: o compromisso com a nossa consciência, com o nosso eu interior, com as nossas metas e objetivos, com o outro, e tantos outros. Ah, mas isso envolve muito mais: trocas, fidelidade, lealdade, companheirismo, sinceridade, honestidade. E envolve duas importantes coisas que o ser humano ainda não sabe lidar: entrega e renuncia.

Ser responsável afetivamente, quando falamos no envolvimento com o outro, necessita da entrega a este ser, ao que ele é, ao que ele pode lhe oferecer, ao que ele proporciona de bom – e de ruim também, pois ninguém é perfeito -, ao que nós sentimos em relação a ele e ao relacionamento. Envolve renuncia, porque para conviver harmoniosamente com o outro, eu preciso abrir mão de aspectos da minha vida para favorecer este relacionamento com o outro. Não é deixar de sermos nós ou deixar de fazermos o que gostamos, mas é se entregar ao relacionamento de corpo, alma e coração, sem medo do futuro e encarando todos os pormenores que virão.

Aí chegamos ao ponto chave da reponsabilidade afetiva e que todos querem escapar: mas, eu vou deixar de pegar todas? É... vai! Mas, eu vou deixar de sair todas as sextas, sábados e domingos para a balada com os meus amigos? É... vai! Mas, eu vou ter que ser fiel, honesto e estar sempre presente? É...vai! Mas, mas, mas, mas, e então se chega à conclusão que é muito difícil essa “coisa” de assumir-se responsável afetivamente e que é melhor continuar sozinho mesmo, pois ainda temos muito o que viver, o que curtir, o que conhecer, antes de se prender a alguém; como se estar envolvido na responsabilidade afetiva significasse isso.

E ninguém se pergunta: mas, nos dias que eu não estiver muito bem de saúde, eu vou ter alguém para me levar café da manha na cama? É... vai! Mas, e quando meu chefe me desvalorizar dizendo desaforos, eu vou ter alguém para me ouvir sem me censurar? É... vai! Mas, e quando eu quiser não fazer nada, só ficar deitado quieto recebendo cafuné, eu vou ter isso sem ouvir xingos de que eu não estou “comparecendo”? É... vai! Mas, e quando eu não quiser fazer absolutamente nada, nem conversar, nem comer, nem nada, eu vou ter alguém que vai simplesmente me compreender por eu não ter tido um dia bom? É... vai! Mas, e quando eu estiver muito, muito, muito mal e não estiver dando nada certo na minha vida, será que mesmo assim, eu ainda vou ouvir eu te amo? É... vai! Porque isso é responsabilidade afetiva e compromisso afetivo, consigo e com o outro!

Irreal? Ilusório? Inviável? Impossível? Eu não acho nem irreal, nem ilusório, nem inviável e menos ainda impossível, porque eu acredito no amor! Apenas acho que um relacionamento baseado na responsabilidade afetiva exige mais dedicação de ambas as partes, ou de uma única parte que encare isso como algo a seguir independente do outro, pois já compreendeu o processo de determinar o amar como uma ação diária em sua vida. Não espere por um relacionamento perfeito ou um encontro de almas gêmeas, pois isto é raro. Espere por algo que você tenha condições efetivas de realizar, talvez até precise de ajuda, mas que desperte a alavanca propulsora: a força de vontade!

Assim, compreendemos que a responsabilidade afetiva começa por nós mesmos e ao amadurecermos somos capazes de estendê-la ao outro num relacionamento amoroso. O primeiro passo é determinar a minha ação e o segundo colocar o exercício do amor nesta ação. Coloquemos isso na nossa vida como prioridade e conseguiremos passar por todas as mazelas que um relacionamento traz, mas, também conseguiremos viver todas as maravilhas e encantos de um relacionamento baseado na responsabilidade afetiva.

Viviane Vasques
05-12-2011

video

2 de dez de 2011

ESTAMOS COM FOME DE AMOR


O que temos visto por ai ??? Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes. Com suas danças e poses em closes ginecológicos, cada vez mais siliconadas, corpos esculpidos por cirurgias plasticas, como se fossem ao supermercado e pedissem o corte como se quer mas... chegam sozinhas e saem sozinhas...

Empresários, advogados, engenheiros, analistas, e outros mais que estudaram, estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos...

Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos "personal dancer", incrível.

E não é só sexo não! Se fosse, era resolvido fácil, alguém tem dúvida? Sexo se encontra nos classificados, nas esquinas, em qualquer lugar, mas apenas sexo!

Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho, sem necessariamente, ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico na cama ... sexo de academia . . .

Fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão "apenas" dormir abraçadinhos, sem se preocuparem com as posições cabalisticas...

Sabe essas coisas simples, que perdemos nessa marcha de uma evolução cega.

Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção...

Tornamo-nos máquinas, e agora estamos desesperados por não saber como voltar a "sentir", só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós...

Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada nos sites de relacionamentos "ORKUT", "PAR-PERFEITO" e tantos outros, veja o número de comunidades como: "Quero um amor pra vida toda!", "Eu sou pra casar!" até a desesperançada "Nasci pra viver sozinho!"

Unindo milhares, ou melhor, milhões de solitários, em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis, se olharmos as fotos de antigamente, pode ter certeza de que não são as mesmas pessoas, mulheres lindas se plastificando, se mutilando em nome da tal "beleza"...

Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento, e percebemos a cada dia mulheres e homens com cara de bonecas, sem rugas, sorriso preso e cada vez mais sozinhos...

Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário...

Pra chegar a escrever essas bobagens (mais que verdadeiras) é preciso ter a coragem de encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa...

Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia isso é julgado como feio, démodê, brega, familias preconceituosas... Alô gente!!! Felicidade, amor, todas essas emoções fazem-nos parecer ridículos, abobalhados...

Mas e daí? Seja ridículo, mas seja feliz e não seja frustrado... "Pague mico", saia gritando e falando o que sente, demonstre amor... Você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta mais...

Perceba aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, ou talvez a pessoa que nada tem a ver com o que imaginou mas que pode ser a mulher da sua vida...

E, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso a dois...

Quem disse que ser adulto é ser ranzinza ?

Um ditado tibetano diz: "Se um problema é grande demais, não pense nele... E, se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele?"

Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo, assistir desenho animado, rir de bobagens e ou ser um profissional de sucesso, que adora rir de si mesmo por ser estabanado...

O que realmente não dá é para continuarmos achando que viver é out... ou in... Que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo, que temos que querer a nossa mulher 24 horas maquiada, e que ela tenha que ter o corpo das frutas tão em moda, na TV, e também na playboy e nos banheiros, eu duvido que nós homens queiramos uma mulher assim para viver ao nosso lado, para ser a mãe dos nossos filhos, gostamos sim de olhar, e imaginar a gostosa, mas é só isso, as mulheres inteligentes entendem e compreendem isso.

Queira do seu lado a mulher inteligente: "Vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois, ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida"...

Porque ter medo de dizer isso, porque ter medo de dizer: "amo você", "fica comigo", então não se importe com a opinião dos outros, seja feliz!

Antes ser idiota para as pessoas que infeliz para si mesmo!

Arnaldo Jabor